Gabriel Nascimento

GabrielBatistaNascimento

Nome: Gabriel Henrique Batista do Nascimento
Cidade/Estado: Curitiba/Paraná
Bio: Analista de Sistemas; cervejeiro caseiro desde 2012; presidente da AcervA Paranaense – gestão 2015/2016
Atuação na cerveja: Cervejeiro(a) caseiro(a), Degustador(a), Juiz/Juíza BJCP
Site/blog: www.acervapr.com.br
Facebook: facebook.com/gabhbn
Twitter: twitter.com/gabhbn
Instagram: Não informou.
Untappd: Não informou.

***

1) Melhor Ale produzida no Brasil
Tupiniquim Monjolo Floresta Negra. Tive o prazer de degustá-la direto na fábrica, em junho. A combinação do amargor e do torrado (que lembra chocolate) com o dulçor da baunilha equilibrou a cerveja. As frutas vermelhas estão muito bem inseridas e perceptíveis, principalmente no aroma, mas sem exagero. Cervejaça! Menção honrosa para a Seasons Pacific Extra Pale Ale, atualmente minha cerveja favorita entre as disponíveis no mercado. Pena que por pouco não entrou no critério que adotei para a enquete (cervejas lançadas em 2015, afinal são as melhores do ano).

Onde você a provou?
Cervejaria/brewpub

1a) Melhor IPA produzida no Brasil (American, English, Session, Imperial, Black, Belgian etc)
RedCor Ryequeoparta. Bela cerveja do David, assim como outras que o pessoal de Maringá têm feito. Galera “pé vermeia” termina o ano em alta! Essa eu conheço desde o tempo da panela, mas devo admitir que ficou ainda melhor depois de produzida na cervejaria. Black Rye IPA de respeito, uma verdadeira pancada, onde o aroma de lúpulo sobressai ao amargor, que sobressai à picância do centeio, que sobressai ao 7% de álcool, que sobressai ao discreto torrado, que só está lá para lembrar que a cerveja é escura.

1b) Melhor Stout produzida no Brasil (Sweet, Dry, Export, Imperial etc)
Way Imperial Mangue Stout. Difícil uma imperial Stout ser tão “redonda” e esconder 10% de álcool como essa. Espetacular.

2) Melhor Lager produzida no Brasil
Swamp Pilz My Balls. Sempre fui fã das boas Pilseners, assim como das IPAs bem lupuladas. Essa cerveja é o encontro dos dois mundos: todos os ingredientes clássicos de uma Bohemian Pilsener com a pegada do lado lupulado da força. Muito bem executada, sem os defeitos que por horas aparecem nas Lagers claras, e com um aroma exuberante. Parabéns Maia e Edu pela cerveja! Menção honrosa para a Morada Double Vienna, sempre excelente e uma das principais responsáveis pela minha saída da Matrix (ainda nos saudosos tempos da JunkaBeer).

Onde você a provou?
Cervejaria/brewpub

2a) Melhor Bock/Doppelbock produzida no Brasil
Wensky Bitter Bock. Bela surpresa! Cerveja bem na pegada que o Luciano costuma fazer, sem muita “invenção de moda” nos ingredientes, mas produzindo um resultado surpreendente. O lubliner casou bem com a base maltada, trazendo um herbal no aroma e um condimentado no sabor sem perder a classe de uma bela Bock.

3) Melhor Sour ou Wild Ale produzida no Brasil (cervejas ácidas)
Jester Medusa. Tomei-a em Blumenau durante o Festival. Belíssima “Gueuze”. Me surpreendeu saber que alguém fez uma cerveja desta – e tão boa – aqui no Brasil.

4) Melhor Barrel ou Wood Aged Beer produzida no Brasil (cervejas maturadas em madeira)
Bodebrown Tripel Montfort envelhecida em barril de Chardonnay. Dispensa explicações. O mais surpreendente desta cerveja é que ela consegue ser complexa (como a maioria das envelhecidas em madeira) e ao mesmo tempo ter um frescor bem raro nas Wood Aged. O condimentado característico da Tripel está lá, combinando muito bem com o frutado do vinho. Lembro-me do cheiro que o barril desprendia dias após a cerveja ter sido colocada dentro dele, fantástico.

5) Melhor Ale estrangeira à venda no Brasil
Rochefort 10. Ano ruim para as importadas… muitas deixando de vir, as que chegam o preço está nas alturas. Fora que as datas de lançamento se perdem até chegarem no Brasil, então votei nas estrangeiras que mais me marcaram em 2015, independentemente de serem mais antigas.

6) Melhor Lager estrangeira à venda no Brasil
Sierra Nevada Oktoberfest 2015.

7) Melhor Sour ou Wild Ale estrangeira à venda no Brasil (cervejas ácidas)
Rodenbach Grand Cru. (Enquanto a Russian River não chega… aguardando a Beatification!)

8) Melhor Barrel ou Wood Aged Beer estrangeira à venda no Brasil (cervejas maturadas em madeira)
Evil Twin Imperial Biscotti Break Bourbon Barrel Aged

9) Melhor cerveja caseira
Chancho – Classic Rauchbier – Marlon Hammes / Elias Hammes. Resposta difícil essa! Fiquei entre essa e a PaleBrett do Ronaldo Dutra (Belgian Pale Ale refermentada com Brettanomyces), que estava fantástica e desceu surpreendente bem no calor senegalês que fez em Blumenau durante o Festival. Essa é uma receita que o Marlon e o Seu Elias vêm ajustando há tempos e chegaram num resultado fantástico. Uma Rauchbier com personalidade e sem ser enjoativa, o que é dificílimo. Desbancou muitas Wood Aged no concurso nacional e também no estadual, onde foi a melhor do show. Menções honrosas para a Imperial Porter do Felipe Guandalini, a Grodziskie do Mario Novak e a Doppelbock do Everton Delfino / Gean Carlo Vila Lobus. Infelizmente não fui privilegiado o suficiente para degustar a Berliner Weisse com Cabernet Sauvignon do Lucas Meneghetti / Estêvão Chittó. Só falam bem dela.

10) Há algum estilo de cerveja que careça de mais oferta de rótulos no Brasil? Qual?
Estilos britânicos em geral. Gostaria de ver mais Sparking Ales, Bitters de baixo teor alcoólico, Milds, Scotch Ales mais leves (que não sejam Wee Heavy) e até mesmo IPAs na pegada inglesa… são estilos excelentes para serem servidos em bar ou nessa cultura mais informal que temos adotado (felizmente) no Brasil.

10a) Em 2015, você consumiu mais cervejas…
Nacionais

10b) Da mesma forma, em 2015 você tomou mais…
Chope/growler

11) Melhor bar cervejeiro ou brewpub ou taproom nacional
Cervejaria MasmorrA. Um bom bar precisa ter opções de cerveja locais, nacionais e importadas, na garrafa e na pressão, cardápio decente, além de promover eventos que valorizam a cultura cervejeira (brassagens públicas, encontros dos caseiros, lançamento de artesanais). A Masmorra é um raro lugar que consegue combinar tudo isso.

11a) Melhor restaurante brasileiro com oferta de cervejas
Old West (Curitiba). Difícil responder essa. É difícil achar um restaurante (restaurante mesmo) com boas opções de cervejas. Voto vai para quem se esforça em servir boa comida e boa bebida, e não é de hoje. Só falta ter opções na pressão.

11b) Qual o local brasileiro em que você tomou chope na melhor condição de qualidade?
Cervejaria MasmorrA. O capricho do Felipe com o equipamento faz diferença.

12) Melhor mídia cervejeira (blog, site, podcast, videocast, canal de Youtube, programa de rádio, programa de TV etc)
O Cru e o Maltado. Voto para quem se esforça em produzir conteúdo sobre cerveja sem cair na mesmice, o que não é fácil.

12a) Melhor site de cervejaria nacional
Way Beer. Site sempre impecável.

12b) Melhor comunicação visual de cervejaria nacional
Bastards Brewery. Comunicação visual fora-de-série, inclusive no “uniforme” dos eventos.

13) Melhor sommelier/sommelière de cerveja brasileiro(a)
Não votou.

14) Melhor evento cervejeiro nacional
Festival Brasileiro da Cerveja. Blumenau é a referência. Ponto. Menções honrosas para os sempre animados eventos das Acervas, nacional e estaduais.

15) Melhor fato cervejeiro do ano
Ver o setor crescendo, apesar dos pesares. O movimento caseiro também continua aumentado e é um dos grandes termômetros do universo cervejeiro.

16) Pior fato cervejeiro do ano
Investimento das grandes no setor das cervejas “especiais”. O problema não é o investimento em si, isso deveria ser uma excelente notícia, mas a filosofia de mercado que essas empresas trazem na bagagem e parecem não mudar.

17) Previsão cervejeira para 2016
Agora que sabemos qual rumo o barco está tomando, é hora de remarmos sincronizados e na mesma direção. Sou otimista quanto a isso.

18) O que você entende por escola cervejeira?
É o legado deixado por um país para o universo cervejeiro, traduzido em estilos, ingredientes e técnicas de produção/fermentação/maturação. É também um termo que desaparecerá com o um tempo, pois percebe-se que o conceito do que é cerveja expande suas fronteiras em todos os lugares, inclusive nos países das “escolas clássicas” – ao contrário das fronteiras do mundo político.

18a) Na sua opinião, o Brasil conseguirá ter uma escola cervejeira própria um dia?
Não sei. Não vejo necessidade nisso. Os dinamarqueses vêm se destacando no cenário e nem por isso definiram uma nova escola para eles.

19) A situação econômica do Brasil fez com que você alterasse projetos e hábitos cervejeiros? De que forma?
De certa forma, sim. Percebo que tenho comprado cada vez menos cerveja, especialmente as importadas. Vejo que muitos têm demonstrado apreciação por cerveja na pressão – chope, growler etc. Não citarei as produções caseiras, apesar de perceber que o pessoal tem se de dedicado bastante a isso, pois se botar na ponta do lápis sai mais caro fazer em casa.

20) O que você acha de negociações (aquisição, fusão etc) entre grandes grupos cervejeiros e micro cervejarias?
Já respondi essa na pergunta 16 😉 Se isso significar mais e melhores cervejas por um preço acessível sem prejudicar as cervejarias menores, mudo de opinião. Mas sou cético nesse ponto.

21) Você ou sua empresa tem/têm alguma relação profissional/comercial com alguma das marcas e empresas citadas nos votos? Em caso afirmativo, favor especificar quais:
Não.

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